Ganhava a vida com muito suor
Mas mesmo assim não podia ser pior
Pouco dinheiro pra poder pagar
Todas as contas e despesas do lar
Titãs-Marvin
A música acima serve mesmo de ilustração para a história que vou contar.
Prazer, meu nome é Rosana , nasci há quase 35 anos atrás em são Paulo , sou filha mais velha de uma família de 5 irmãos , meus pais se casaram cedo ,mamãe com 16 anos (grávida ) e papai com 18 , com essa idade vcs podem imaginar que juízo não era o forte do casal , e frente as dificuldades financeiras e a falta de opções de forma geral , fui criada por minha vovó Paterna dos 8 meses aos 8 anos de idade, enquanto isso a familia continuou a crescer , (sem planejamento) , na ocasião do nascimento do 2º filho , as dificuldades de minha familia ainda eram significativas e por esse motivo meu irmão tambem ficava na casa da vovó , só que da vovó materna do outro lado da Cidade.
Só para situar : meus pais moravam na zona sul de São paulo , eu morava com minha avó paterna na zona Leste e só via meus pais aos finais de semana , meu irmão ficava com a avó materna na zona sul .
Aos 23 anos minha mãe teve seu 3º filho e nesta ocasião frente ao grande desafio que é criar filhos , tentou parar , solicitou aos médicos a laqueadura , mais o médico se negou dizendo que ela era nova demais ,
Fato 1 : 23 anos é realmente muito jovem.
Fato 2: Quem deve decidir qtos filhos uma mãe deve ter ela ou a sociedade , neste caso representada por um médico ?
Resumindo , a laqueadura não foi feita e mais 2 filhos vieram ao mundo, nenhum de forma planejada.
Apesar desta bagunça , não posso dizer que tive uma infância complicada , muitíssimo pelo contrário , eu vivia como uma princesa , mimada em ultimo grau por meus avós , fui criada como filha única até que repentinamente o destino nos separou , minha avó faleceu e de um dia para o outro minha vida sofreu um grande mudança . aquele mundinho exclusivo, repleto de atenção desabou.
Fui morar com minha mãe e na epoca , mais 2 irmãos que rapidamente se multiplicaram e formamos uma familia de 5 filhos , e é esta parte da história que formou minha ¨opinião ¨ a respeito do planejamento familiar .
Nem vou entrar em detalhes ,contando fatos particulares sobre minha familia , o que interessa dizer é que eu vi , e senti muito fortemente o que representa ter filhos ( muitos deles) sem planejamento . Minha mãe passou toda a juventude enlouquecendo diariamente com a rotina de cuidar da casa, comida, roupa lavada, marido e 5 filhos , nunca trabalhou fora, nunca teve a oportunidade de conhecer pessoas que pudessem contribuir intelectualmente em sua formação , financeiramente as condições nunca foram boas , e psicologicamente com toda essa pressão , com todas as cobranças e quase sempre sem recompensa alguma , fica fácil deduzir .
Aí que , muito tempo se passou , muita coisa aconteceu e eu cheguei a fase : Ter filhos .
Apesar de tudo eu nunca fui avessa a idéia , quem me conhece sabe que sem exageros eu sempre fui a menina certinha .
Mais do que qualquer sonho que eu possa ter tido na vida , o mais clichê de todos era o que eu mais almejava , eu sonhava protagonizar o comercial de margarina . Casa, marido, filhos lindos e sorridentes e cachorro correndo no quintal (ok. o cachorro eu ainda não tenho , mais já me conformei ) . E realizei . Só que sem modéstia alguma eu afirmo os meus filhos foram totalmente planejados ,nenhum deles aconteceu sem querer , cada um veio ao mundo na momento que eu julguei o correto , e hoje me considero realizada com a familia que tenho. Plenamente .
Tenho uma menininha maravilhosa e um menininho lindo demais e ponto final . Estou satisfeita e não pretendo ter mais filhos .
Qdo me perguntam o motivo desta convicção eu conto a seguinte história :
Qdo sai da maternidade após o nascimento do Vitor , eu jurava que ia querer mais um .
Mais já sarei . Talvez porque eu esteja neste momento no olho no furacao , no Japão , sozinha , com 2 crianças pequenas para cuidar , muito trabalho para fazer e ninguem para ajudar . Mas principalmente por que hoje eu sou capaz de dimensionar a responsabilidade e compreender o quão difícil é cuidar dos filhos , cuidar verdadeiramente , dar atenção , amor infinito , muitas vezes abrir mão de coisas que julgava essencial em nome da felicidade deles .
Os filhos são como uma lente de aumento , após te-los tudo na vida ganha uma nova dimensão , as preocupações são maiores, as dores de cabeça ,as responsabilidades , as dívidas , mais tambem as alegrias , os sorrisos as conquistas as vitórias .
A decisão de te-los (e a quantidade) é absolutamente particular , eu comecei minha histórinha para que vcs percebam que por tras de cada decisão exite motivos, crenças, questões financeiras , emocionais etc que impulsionam as mulheres a definir o numero de integrantes de sua familia .
A maternidade realiza , mais tambem me faz questionar certas coisas e me considerar egoísta .
Não sei se é fácil de entender esse sonho é tão pessoal que eu chego a questionar é realmente justo sobrepor a minha felicidade de gestar, parir e cuidar , ao fato de que eu estou colocando pessoas no mundo , pessoas que por mais que recebam valores iguais , serão diferentes em crenças , atitudes e personalidade , ficou muito confuso ?
Hoje cuidar de filhos pequenos , pode até ser ¨fácil¨ já que enquanto criança, vamos combinar que eles vivem sob o regime da ditadura , o que a mãe fala é lei e pronto , veste o que eu compro , come o que eu faço e não tem discussão , já imaginou lidar com um bando de adolescentes ?
E aquela frase que andam dizendo pelos quatro cantos : ¨Todos falam da urgência em deixar um mundo melhor para nossos filhos , mais ninguem fala em deixar filhos melhores para este mundo.¨
Dois filhos me fazem feliz , porque não é o numero de vezes que a mulher dá a luz que serve de termômetro para dignificar a maternidade .
Dois filhos me fazem feliz, porque vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para garantir a felicidade deles e muitas vezes a felicidade não se trata exclusivamente de um estado de espírito , muitas vezes falamos de recursos financeiros e se eu tiver muitos filhos talvez não consiga suprir .
Já ouviu aquela historia de que onde come um come ___ (insira aqui o numero de filhos que vc quer ter) ?
Mais quem é que vive só para comer ?
Dois filhos me fazem feliz porque , em meio a toda a aura que envolve a maternidade , ela não é e não pode ser a unica coisa que guia minha vida . Tenho sonhos de mulher e não exclusivamente de mãe .
Antigamente quando alguem contava da opção por ter apenas um filho , eu achava um absurdo , me chocava mais ainda qdo ouvia uma mulher claramente assumir sua opção por não procriar .
Felizmente a maternidade nos transforma e com todo o respeito que eu tenho por isso , hj eu reconheço que essas pessoas estão absolutamente certas por defender seu ponto de vista e admitir que a maternidade não é para todas , já aquelas que como eu decidiram se tornar mães eu convido a refletir muito sobre a questão e independente do número de filhos que quiser ter , que o façam de forma consciente e muito bem Planejada



Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga – pode-se mesmo dizer muy amiga – de drogas. Até que a sua vida vai para a Cucuia e ela, na marra, para o Claustro – a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo da coisa, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academias e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas. Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia.
Vocês certamente ouviram falar do sucesso literário que foi o livro
Pois bem eis que pesquisando achei um livro escrito por
Sinopse